Chutômetro Ativado

Best Practice / Leadership


Chutômetro Ativado
Antonio Luiz Pontes , Consultant, Brazil

A cada assunto precisa ser dada a relevância necessária para evitar respostas inadequadas.


Existem expressões bastante reveladoras do perfil de gestão: “se você está dizendo, sem problema, vamos fazer”; “vai funcionar aqui como funcionou nas empresas X, Y e Z, onde implantamos o sistema com sucesso”; “bobagem conferir, o total está batido e isso é que importa”; “esqueça esse pessoal, vamos trazer sangue novo, aí a coisa anda”; “nada de palpites, quero que tudo siga o escopo”, e por aí afora.
São tratamentos que se desdobram, posteriormente, na “chutometria”. Uma ciência notável, derivada da lei de Murphy e a ela atrelada. Diz o seguinte: “a cada ação corresponde uma reação, de intensidade muito diferente e de sentido completamente desconhecido”. Normalmente se inicia com boas intenções e, logo ali na frente, um tropeção. Capengando, vê-se a cratera do inferno convidativo cada vez mais próxima e, sem lugar para apoio, o despencar é inapelável. Vai deixar quente o ambiente, o enxofre pairando no ar, pesadas consequências e muito esforço para retomar o prumo.
Talvez um pouco de prudência, “se você está dizendo, sem problema, vamos fazer” trocar por “se você está dizendo, temos certeza que algumas avaliações não vão alterar o resultado”; na seguinte, “funcionou nas empresas X, Y e Z e precisamos fazer uma análise de todos os processos e realidades de sua empresa para que tenhamos convicção que o resultado será positivo”; na outra, “apesar do total batido, vamos verificar todos os lançamentos para detectar possíveis inversões ou erros de lançamento”; mais uma, “vamos prestigiar nossos talentos e trazer gente nova para agregar novos conhecimentos e técnicas, que trarão belos resultados”; e, por último, “o escopo é um belo plano de trabalho a ser seguido, porém, qualquer coisa que possibilite melhorias no processo, não só deve ser discutida como incentivada”.
É ou não é diminuir os efeitos nefastos dos possíveis “chutes” quando o controle já foi perdido e a situação tornou-se caótica? Cada centavo despendido inutilmente é o tilintar vigoroso dos erros cometidos, de estudos mal feitos, das decisões intempestivas, da ausência de paciência e, muitas vezes, de algo tão humano: orgulho e prepotência, que travam possibilidades de diálogo, anulam manifestações espontâneas e debilitam o entusiasmo de potenciais colaboradores.
É bom sempre ter em mente que no ambiente onde prospera o orgulho e prepotência, anula-se a criatividade, talvez a moeda mais valiosa do mundo corporativo. Realize uma autoanálise de sua conduta! Se alguns respi NGOs desses malfadados adjetivos atingem sua forma de ação, acenda o pisca alerta e busque algum mecanismo de controle ou eliminação desses produtos inconvenientes, antes que o eliminado(a) seja você.

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