Benefícios da metafilosofia oriental Tao-Zen na educação e vida ocidental

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Benefícios da metafilosofia oriental Tao-Zen na educação e vida ocidental
Padilla Luiz Roberto Nunes Padilla , Teacher, Brazil

Um bom e novo erro pode ser muito útil.


Uma das coisas mais importantes que aprendemos com a cultura oriental é justamente que não existe fracasso, e sim experiência; ou que não existe erro, apenas resultado. Tudo o que acontece é parte do processo de aprendizado. A metafilosofia de via TAO implica na dualidade ou ressignificação constante. Freud começou a definir "loucura" como o fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes. Humanos, aprendem com os erros; e cometem NOVOS erros... A loucura consiste em repetir os MESMOS erros...

Carl Jung, incisivo a respeito de que tudo o que, nos outros, nos incomoda, pode nos levar a uma melhor conhecimento de nós mesmos, foi um dos mentores da redescoberta do TAO no ocidente, pelo grupo que criou a NLP-PNL e, entre as suas máximas, destacou a necessidade de constantemente repetirmos, até automatizar: "O que temos a aprender com isto?"

Contudo, essa percepção é prejudicada porque supõe uma característica que tem sido aviltada na sociedade consumista ocidental: A humildade. O egocentrismo exacerbado em arrogância, turbinado pelo "carpe dien": As pessoas acreditam que pode não haver amanhã e acham "normal" viver o presente até o esgotamento. Quem não se permite cultivar a humildade se priva da reflexão que propicia.


Observe como Shimura, um dos professores japoneses mais brilhantes, dos anos cinquenta, referia-se a um colega seu: “Taniyama possui uma capacidade especial de cometer muitos erros, a maioria deles na direção certa. Eu o invejava por isso e tentei imitá-lo em vão: Descobri que é muito difícil cometer bons erros!” (Goro Shimura sobre Y. Taniyama, no livro "O último teorema de Fermat" de Simon Singh, publicado em São Paulo, pela Ed. Record, em 1999).

"Bons erros" podem ser mais importantes que um acerto, porque proporcionam descobrir e reconhecer novos caminhos. Shimura e Taniyama foram os responsáveis por dizer que todas as funções modulares podiam ser resolvidas se o teorema de Fermat também fosse resolvido. Eles não acharam a resposta, contudo, abriram caminhos antes nunca imaginados.

A humildade integra a metafilosofia das artes marciais.

Luzia Mara Silva Lima, campeã mundial de Wunshu em 1995, na China, defendeu o doutorado "Caminhando para uma nova(?) consciência: uma experiência de introdução da Arte Marcial na Educação" na Faculdade de Educação e de Educação Física da Unicamp/SP, em 1999, publicado em 2000 pela Editora Agora/SP, sob o título de "O Tao da Educação: a Filosofia Oriental na Escola Ocidental" ISBN: 85-7183-719-8. Iniciou por um estudo e pesquisa durante um ano letivo traçando correlações entre o pensamento chinês, a ecologia profunda e a ciência da motricidade humana. Enfoca as contribuições daquela abordagem oriental para a escola brasileira. Na pesquisa de campo, verificou o impacto da aprendizagem da filosofia e da prática de arte marcial e da terapêutica chinesa em uma 5ª série de uma escola pública de periferia, comparando os grupos, experimental e o de controle. Em 2004, o livro e a tese serviram de fundamentação para um projeto implantado pela Secretaria de Educação do Governo do Estado de São Paulo. Cerca de 200 mil professores estão sendo capacitados a utilizar o Lien Chi, uma ginástica chinesa, em suas aulas, visando a diminuição do comportamento agressivo e o alívio do stress. A autora, agora residente em Portugal, e assessora esporadicamente o projeto.

"Caminhando para uma nova(?) consciência: uma experiência de introdução da Arte Marcial na Educação" - "O Tao da Educação: a Filosofia Oriental na Escola Ocidental" ISBN 85-7183-719-8

Como melhorar a Qualidade de vida?

Os métodos de cura harmônicos estão presentes em todas as artes marciais. Os grandes mestres são habilidosos curadores! Li Ching Yuen comprova-o com longevidade; dizem que viveu quase 200 anos com saúde e vigor praticando artes marciais.
Praticar artes marciais, meditação, e outras artes orientais, desenvolve o raciocínio espacial e a capacidade de percepção, e ensina o indivíduo a controlar o medo e as emoções, tornando-o menos propenso ao às manipulações. Acompanhe esses estudos e participe, com idéias e sugestões: www.facebook.com/events/406915759378499





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