A Origem Dos Conflitos

Opinion / Finance and Investing


A Origem Dos Conflitos
Ivan Fonseca , Consultant

Como justificar investimentos em TI - Tecnologia da Informação ao CFO.


Não sei se todos concordarão, mas está cada vez mais difícil justificar investimentos para a em tecnologia da informação (TI). O embate entre CIOs – Chief Information Officer e CFOs – Chief Financial Officer são frequentes e existe uma grande dificuldade para lidar com os executivos que não estão ligados diretamente a TI dentro das organizações.
Muitas vezes, justificar um projeto para os profissionais de TI é um desafio. Em especial, devido à área de TI ser considerada um centro de custos pela maior parte das organizações.
No caso específico do CFO, o conflito dele com o CIO tem origem, na maior
Parte dos casos, na comunicação. Isso porque, quando o executivo de TI senta à mesa de discussão para aprovar um projeto com a área financeira, ele fala de equipamentos e serviços, mas esquece de que a única coisa que interessa ao executivo financeiro é quanto a iniciativa vai custar e qual o retorno esperado.
A seguir, alguns cuidados que o CIO deve tomar na hora de conversar com o CFO e minimizar os conflitos:

1 – TCO e não ROI
O pensamento tradicional de ROI – Retorno Sobre Investimento não costuma funcionar quando o projeto não tem indicações claras de retorno. Para o CFO, esse termo significa quanto dinheiro a área de TI vai trazer para a companhia com o investimento. E, a maioria das iniciativas de TI não traz retorno direto para a organização como o obtido com iniciativas tais como: novas campanhas de marketing ou o lançamento de produtos.
Portanto, o recomendável é discutir com o CFO o custo total de propriedade (TCO) que pode ser utilizado para demonstrar que uma determinada solução reduzirá custos. Mas, para isso, é necessário oferecer opções, comparações, estudos de caso e exemplos práticos.

2 – Projetos
CFOs precisam ouvir que determinadas tecnologias e processos podem economizar custos. Use este argumento direcionando as expectativas dele para os projetos certos de TI. Qualquer executivo da área de finanças entende, por exemplo, que não se deve guardar dados de clientes ou informações financeiras sensíveis em ambientes abertos e colaborativos.

3. Economia
De tudo o que se fala sobre SOA, TI verde, virtualização, orientação a objetos, dentre outras técnicas, práticas e paradigmas não vai estimular o CFO. Para ele, os projetos só existirão se eles melhorarem o TCO. De novo, é importante construir um discurso baseado em fatos concretos e que tenha como base questões como o quanto a tecnologia pode reduzir custos. O desafio é fornecer estimativas concretas de economia.

4 – Risco
A continuidade dos negócios é um fortíssimo argumento. Gestão de risco, recuperação de desastres e continuidade de negócios não têm merecido a devida atenção das empresas pelo fato de ficarem concentradas na área de TI, sem a participação dos demais gestores das empresas. Mude esta situação. A transformação começa pela adoção de um plano para continuidade dos negócios, coordenado pela área de TI com o envolvimento das áreas de negócios, que ajudarão nas questões mais críticas e quais as prioridades devem ser consideradas após a ocorrência de um desastre. A participação dos executivos externos a TI no processo de decisão sobre os riscos diminui, quando não elimina o abismo existente entre eles e a área de TI.

5 – Objetivos
Não deveria ser mais necessário dizer que os projetos de TI devem estar alinhados com os objetivos da organização. Contudo, grande parte das iniciativas não é e, portanto, a área de TI tem de melhorar esta situação. Para alinhar a tecnologia com as metas de negócio há a necessidade de entender como a TI pode ser um diferencial para a entrega de produtos e serviços e como ela agrega valor (IT Value).

6 – Custos
Estudos detalhados sobre a organização levam o CIO a descobrir oportunidades de redução de custos com pequenas iniciativas. Um dos principais vilões na composição dos custos é o retrabalho. Apenas para citar alguns: falta de reutilização de componentes, planejamento inadequado dos projetos e operações, identificação e definição precária dos KPIs, falta de critérios para a terceirização de algumas atividades, processos informais de trabalho e de gerenciamento.

Pense nisso!

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